
A onda do momento são os musicais, seja no cinema, no teatro ou na televisão, eles chegaram e estão invadindo a nossa cultura.
Para conversar um pouco sobre o assunto fui ao encontro de um grande amigo, que hoje participa e produz musicais, para me explicar um pouco sobre essa nova mania e como isso nos afeta diretamente.
Confira a entrevista:
Nome:
Flávio Ermirio de Moraes
Idade:
21
Cursos/musicais:
Iniciei meus estudos na área de teatro musical com o grupo TeenBroadway em Agosto de 2008 e em 2010 entrei na primeira turma do primeiro curso para formação de atores de teatro musical na America Latina, na escola 4Act Performing Arts. Já participei de 5 espetáculos amadores, todos com o grupo TeenBroadway e me apresentei algumas vezes em festas e eventos com um grupo de atores/cantores que ajudei a montar. Tenho trabalhado também, nos últimos meses, na parte de criação de espetáculos inéditos, escrevendo dois musicais, dos quais um estreará este ano.
O que acha da produção de musicais nacionais?
As produções nacionais na área dos musicais estão cada vez mais se aprimorando e buscando o nível de excelência encontrado em países como E.U.A, Inglaterra e Alemanha. No entanto, por se tratar de um gênero novo no país - o primeiro musical da Broadway montado no Brasil foi Rent em 1999 e um grande desastre - ainda não há mão de obra qualificada para exercer algumas funções, tanto na área técnica (iluminação, som, engrenagens, cenário) quanto na área artística (coreógrafos, diretores, atores). Mas cada nova produção traz melhorias em relação à anterior e assim o nível vai aumentado.
Você acha que ainda tem um preconceito em relação a patrocinadores brasileiros apoiarem esse tipo de espetáculo?
Acho que não exatamente um preconceito mas sim uma incerteza em relação à popularidade destas peças. Nos últimos anos o número de produtoras dispostas a trabalhar na área do teatro musical cresceu muito, o que vem provando aos investidores e patrocinadores que este tipo de arte está sendo cada vez mais popular e rentável.
Já assistiu musicais traduzidos da broadway? Se sim quais?
Sim. Já assiti à Bela e a Fera, Miss Saigon, WestSide Story, My Fair Lady, Rent (em DVD), O Rei e Eu, O Despertar da Primavera e Hairspray.
Qual a sua visão sobre a importação de espetáculos e sua nacionalização?
Acho muito importante trazer grandes espetáculos estrangeiros para que a população se interesse por este gênero, ainda desconhecido no Brasil pela grande maioria, para que aos poucos comece a surgir uma cultura forte suficiente para que se possa criar musicais nacionais tão interessantes e bem executados quanto os importados.
Você escreveu um musical, quais foram as dificuldades encontradas nesse seu projeto: Minha maior dificuldade foi achar referências escritas de roteiros para musicais porque no Brasil ainda não há tradução e nem importação de livros que tratem deste assunto.
Você conhece outros escritores de musicais nacionais?
Existem ainda poucas pessoas que se preocupam em criar musicais nacionais. A produtora Aventura, do Rio de Janeiro, foi a primeira a montar um musical inteiramente nacional mas com a estética e todo estilo Broadway. Existem também musicais menores nacionais, a grande maioria baseada na literatura, mas que não se utilizam deste padrão Broadway.
O que você acha da reação do publico em relação aos musicais?
Acredito que o público esteja cada vez mais se interessando e aceitando o teatro musical no Brasil. O crescente número de produções, e o valor investido em cada uma delas - de 1,5 milhão de reais à cerca de 10 milhôes de reais - é forte evidencia deste fator. Espero que à medida em que haja mão de obra mais qualificada e, assim, produções cada vez melhores, a reação do público seja ainda melhor, concretizando o valor deste gênero.
Vídeos de produções nacionais:
Entrevista com Flávio Moraes sobre musicais nacionais
08:29 |
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Entrevistas
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